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    sábado, 29 de maio de 2010

    Meritocracia, mas que p... é essa? Parte I




    Transcrevo artigo da Zero Hora e vamos acumulando algumas opiniões para que se possa ser contra com convicção e conhecimento de causa.



    Como melhorar a educação no Brasil

    Avaliações internacionais apontam que se aprende pouco nas escolas do país. A insatisfação motiva uma discussão: deve-se premiar o professor que ensina melhor e punir o que não consegue?

    Uma realidade de implicações profundas está emergindo de estudos educacionais recentes: a de que o fator mais decisivo para definir o quanto uma criança aprende na escola é a qualidade do seu professor. O economista americano Eric Hanushek, da Universidade de Stanford, pesquisador eminente na área, descobriu que o aluno de um professor excelente em uma escola ruim aprende mais do que o de um professor ruim em uma escola excelente. A Zero Hora, revelou outro achado de impacto.

    – Um bom professor consegue o equivalente a um ano e meio de aprendizado, enquanto o mau professor consegue só meio ano. A única maneira de elevar o aprendizado é ter certeza de que há um professor bom em cada sala de aula – disse o pesquisador.

    Avaliações internacionais apontam que se aprende pouco nas escolas brasileiras. O desejo de reverter esse quadro tem levado autoridades e educadores e líderes empresariais a mexer em um vespeiro: há no Brasil um movimento pressionando pela aplicação de critérios meritocráticos. O princípio é dar aumento ao professor que faz os alunos aprenderem e punir o que não consegue.

    Trata-se do eco de uma discussão que vem balançando os Estados Unidos. Entusiasta da ideia de pagar conforme o desempenho, o presidente Barack Obama criou programas que despejam bilhões em recursos federais nos Estados e distritos que adotarem a prática. No Brasil, há partidários ardorosos e adversários ferrenhos. Entre os primeiros, está o economista Cláudio de Moura Castro, especialista em educação.

    – É a lógica do mercado e da produtividade. Manter o professor ruim é o mesmo que uma fábrica de automóvel não demitir o funcionário que deixa passar carros com defeito na barra de direção – compara.

    A oposição mais radical vem dos sindicatos de professores. No ano passado, a proposta do Piratini de oferecer um 14° salário a quem atingisse metas foi torpedeada pelo Cpers. Nesta semana, o Ministério da Educação anunciou um exame para seleção de docentes, e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) foi para o ataque, vendo por trás da proposta uma maquinação para implantar a meritocracia.

    – Se a meta é fazer 500 unidades e o funcionário faz 300, pode demitir. Mas transferir isso para a escola não tem cabimento – diz o presidente da CNTE, Roberto de Leão.

    Premiar não pode ser medida isolada

    O grande risco é desandar para o simplismo – ver a meritocracia ou como poção mágica, ou como veneno mortal. Especialistas lembram que as experiências ainda são raras, e os resultados, desconhecidos. Patrícia Guedes, do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, passou uma temporada analisando a reforma de ensino de Nova York, apontada como referência. Produziu um livro simpático ao modelo, mas é cuidadosa:

    – Não pode ser algo feito de forma isolada. Precisa-se garantir que o professor tenha apoio adequado para conseguir resultados.

    Pagar por desempenho não pode ser uma política isolada porque não resolve o principal: o nível de quem ingressa no magistério não é o ideal no Brasil. Como a profissão não é atrativa, os mais talentosos, em geral, buscam outras carreiras. Vão para as faculdades que formam professores alunos que, na média, não eram dos mais brilhantes. Para complicar, esses cursos são ruins.

    Um estudo da consultoria McKinsey analisou os países com melhor educação. A base era a Finlândia, com o ensino mais bem avaliado. Concluiu que os campeões de qualidade não premiam o mérito. O foco está no recrutamento. Para atrair os melhores, os salários são altos, e a carreira, promissora. As faculdades de Educação são das mais concorridas.

    itamar.melo@zerohora.com.br
    ITAMAR MELO

    O modelo finlandês

    A visão

    Os mais capazes devem se tornar professores.

    A política

    O investimento público é pesado no país com melhor qualidade de ensino: 15% do orçamento nacional são geridos pelo Ministério da Educação. O ensino público é de alto padrão, gratuito, até o nível superior, e se concede às escolas e aos professores um grau elevado de autonomia. Com grande frequência, há nas salas de aula um segundo professor, que pode dar uma atenção mais personalizada às crianças com dificuldade.

    O que faz para ter bons professores

    O foco está na formação e no recrutamento. É preciso ter, no mínimo, mestrado para lecionar. E tudo é feito para que as pessoas mais capazes – aquelas que se destacavam na escola – optem pelo magistério. Os professores têm um prestígio elevado, os salários são altos, as férias são longas e a carga de trabalho é pequena. As promoções são por tempo de serviço e, depois de contratados, os professores não são avaliados.

    O detalhe

    As crianças entram na escola só aos sete anos, e as turmas são pequenas, de no máximo 24
    alunos.


    “Não há avaliação”

    Sirkku Kupiainen, professora da Universidade de Helsinque

    ZH – O salário é atrativo, comparado com o de outras profissões?

    Kupiainen –
    O salário inicial, com a qualificação mínima, é de 2.350 euros (R$ 5.450), com 10 semanas de férias no verão. Na área de exatas, a tendência é pagar mais. Para um doutor, o salário inicial é acima de 3 mil euros (R$ 6.960), mas a formação dele é mais árdua e demorada. A carga horária semanal é de 24 horas.

    ZH – Como se decidem os aumentos?

    Kupiainen –
    Os professores são funcionários municipais cobertos por acordos entre as prefeituras e os sindicatos. Não existe um sistema de avaliação que sirva para atrelar os salários aos resultados dos professores. As autoridades sequer sabem quais têm melhor desempenho.


    O modelo americano

    A visão

    Os educadores bons devem ser premiados. Os ruins, reciclados ou afastados.

    A política

    Barack Obama (foto) é entusiasta da ideia de pagar professores conforme o desempenho. Para pressionar os Estado s, está despejando US$ 4,35 bilhões nos sistemas que se adaptarem à cartilha da Casa Branca. Um outro programa federal é ainda mais focado: reserva US$ 297 milhões para redes que criarem modelos eficientes de remuneração por performance.

    O que faz para ter bons professores

    Nova York, o paradigma da discussão, implantou um sistema em que o progresso de alunos e escolas é avaliado e no qual diretores e professores são recompensados e punidos em função disso. O diretor tem autonomia, define o currículo e contrata a própria equipe docente. Se der certo, recebe bônus e promoções. Se der errado, pode ser demitido, e a escola, fechada.
    ou seja, lixem-se os alunos daquela comunidade, pois eles deverão buscar, sabe-se lá onde uma nova escola e rezar para que esta não seja fechada também. o sistema americano determina que cada um batalhe sua vitória, mas no caso da educação, isto é uma conquista de conjunto e não poderia estar atrelada ao desempenho da direção ou professores. (o crítico)


    O detalhe

    A meritocracia foi implantada, mas entre muitas outras medidas. A primeira foi conceder um aumento de 43% para todos os professores.

    “A escola é atrativa?”

    Douglas Harris, professor da Universidade de Wisconsin-Madison

    Zero Hora – Como ter bo ns professores?

    Douglas Harris –
    O ideal seria atrair o máximo de pessoas brilhantes. Será que a escola é atrativa? Se você quiser bons professores nas escolas, precisa de bons salários, boas condições de trabalho, bom treinamento, boa avaliação e boa responsabilização.

    ZH – Como o senhor avalia experiências como a de Nova York?

    Harris –
    Esses modelos têm potencial para funcionar, embora ainda não existam evidências claras. Pagar conforme o desempenho é cada vez mais comum nos EUA, mas de forma geral ainda é algo raro. Obama está fazendo um esforço agressivo para fazer escolas e professores serem responsabilizados pelos resultados.

    que tal assistir a filmes como PRECIOSA ou HURRICANE SEASON, onde o sistema escolar americano aparece de forma bem explícita. Há ainda MENTES PERIGOSAS, ou isto:




    O modelo paulista

    A visão


    Guiar o professor e premiar o esforço individual e o trabalho coletivo.

    A política

    A rede estadual promove uma das políticas mais incisivas do país. A avaliação é de que os professores recebem uma formação ruim. Por isso, 10 mil novos docentes terão sua preparação complementada, no segundo semestre, por um curso de quatro meses voltado para a prática em sala de aula.

    O que faz para ter bons professores

    São Paulo adotou dois programas baseados na ideia da meritocracia. Um deles é o de bônus por resultados, pagos aos professores e funcionários de escolas que apresentaram evolução no ano. Em março, foram pagos R$ 655 milhões a 210 mil servidores – média acima de R$ 3 mil para cada um. A outra iniciativa é um programa em que os professores prestam concurso para serem promovidos. Conforme a nota, passam para o nível seguinte e ganham 25% de aumento.

    O detalhe

    Os salários podem chegar a R$ 6,3 mil para professores, a R$ 7,1 mil para diretores e a R$ 7,8 mil para supervisores.


    “A lei é restritiva”

    Paulo Renato Souza, secretário estadual de Educação de SP

    ZH – Alguns especialistas defendem que os professores que comprovadamente não fazem o aluno avançar devem ser excluídos. O senhor concorda?

    Paulo Renato –
    Essa é uma experiência que vem dos EUA, onde está se dando poder às escolas para dispensar professores. No Brasil, a legislação é muito restritiva, mas devíamos pensar algo nesse sentido.

    ZH – O que São Paulo está fazendo com os professores com mau desempenho?

    Paulo Renato –
    Eles não recebem bônus e não são promovidos. Mas continuam em sala de aula. É um problema da legislação. Não é coisa simples de ser mudada, ou já teria sido. Temos de produzir a possibilidade de ter algum tipo de punição por mau desempenho da escola.

    Sete ideias para qualificar os professores

    Especialistas dizem ser preciso uma política ampla para ter profissionais melhores:

    Formação de qualidade

    Problema: a formação no país é de baixa qualidade. Formação ruim gera professores ruins.

    O que pode ser feito: além de melhorar a qualidade dos cursos, fechando os mais precários, é necessário rever o modelo brasileiro. Os futuros professores aprendem teorias pedagógicas, e não a ensinar. A saída é oferecer cursos voltados para a prática.

    ESTE LINK TE LEVA ATÉ UM POUQUINHO MAIS DA VIDA DESTE QUE NÃO É UM EDUCADOR, MAS UM POLÍTICO, QUE SE TORNOU PROFESSOR POR INFLUÊNCIA MAIS POLÍTICA E MENOS POR COMPETÊNCIA, POIS FOI LIGADO AOS GOVERNOS ESTADUAIS QUE COMANDAM A UNICAMP E LIGADO AO FERNANDO HENRIQUE QUE PASSOU TODO O MANDATO SEM DAR SEQUER UM AUMENTO AOS SERVIDORES DAS FACULDADES FEDERAIS!!! 8 ANOS!!! É ESTE SENHOR QUE VEM FALAR EM MERITOCRACIA, EM PUNIÇÃO? É ESTE POLITICANALHA QUE MAMA NOS GOVERNOS PAULISTAS HÁ DÉCADAS? (AS RESPOSTAS ESTÃO ANS PRÓPRIAS PERGUNTAS)
    ESTE OUTRO TE LINKA COM UMA DENÚNCIA QUENTÍSSIMA E RECENTÍSSIMA 2010 DOS DESCALABROS DA V.SA. PALPITESCA QUE DEMONSTRA QUE A MERITOCRACIA SERVE BEM PARA ENCHER OS BOLSOS... DELES. TENHA CORAGEM E LEIA, LEIA, LEIA...!


    Tornar a carreira mais atrativa

    Problema: a profissão atrai, em geral, pessoas que não se destacaram na vida escolar. Os mais talentosos procuram outras atividades.

    O que pode ser feito: é preciso fazer a carreira de professor valer a pena. Os salários têm de ser competitivos, com perspectivas de crescimento. Carga horária e disponibilidade de recursos didáticos precisam melhorar.

    Premiar o mérito do profissional

    Problema: a qualidade do professor é o principal fator do aprendizado, mas no Brasil o quesito é pouco levado em consideração.

    O que pode ser feito: recompensar os melhores é uma forma de estimular o aperfeiçoamento e a qualidade. Especialistas propõem mais treinamento ou mesmo punições a quem não consegue ensinar.


    Dar suporte técnico

    Problema: os professores recebem pouca ajuda para fazer seu trabalho e para superar os obstáculos em sala de aula.

    O que pode ser feito: promover os mais talentosos para a função de tutores dos colegas. Eles serviriam como auxiliares, indo às aulas para observar o docente, orientá-lo sobre o que pode fazer melhor e ajudá-lo a montar estratégias.

    Avaliar alunos e escolas

    Problema: a escassez de dados sobre desempenho é um obstáculo para saber o que funciona e o que não funciona.

    O que pode ser feito: montar avaliações permanentes e bancos de dados que permitam saber como estão evoluindo cada aluno, turma e escola oferece instrumentos para descobrir onde estão as falhas de aprendizado.


    Postergar a estabilidade

    Problema: só é possível saber se um professor é bom depois que ele já está trabalhando em sala de aula, mas faltam mecanismos para corrigir e afastar os ruins.

    O que pode ser feito: criar um período probatório durante o qual o profissional é avaliado e orientado muito de perto. Só depois disso, caso ele demonstre capacidade, seria efetivado.

    Dar mais autonomia para as escolas

    Problema: os sistemas são burocratizados e centralizados, com pouca cobrança de resultados.

    O que pode ser feito: um modelo que tem se mostrado promissor é o de conceder ao diretor autonomia para gerir orçamento, definir métodos de ensino e escolher sua equipe de professores. Ele se torna responsável pelo resultado, podendo ser premiado ou punido.

    OU SEJA, BUROCRATIZAR A ESCOLA!!!??? NA VERDADE, COSEGUE-SE UMA PESSOA PARA SE FAZER O TRABALHO DE TRÊS OU QUATRO!!!! SE É PARA SE COMPARAR ÀS EMPRESAS E FÁBRICAS, VEJA SE NELAS É O DIRETOR QUE CUIDA DAS QUESTÕES FINANCEIRAS, DE RECURSOS HUMANOS, DE MATERIAIS, DE ALIMENTAÇÃO, DE REFORMAS, DE ESTOQUE, NÃÃÃÃÃÃÃOOO NAS EMPRESAS MERITOCRACISTAS HÁ UM FUNCIONÁRIO PARA CADA UMA DESTAS FUNÇÕES. ACHO QUE SE PAGARMOS 8 SALÁRIOS AOS DIRETORES, NEM ASSIM SE ESTARÁ FAZENDO JUSTIÇA!!!




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