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    terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

    Leal e desvalorizada cultura ...

    Sob o título de ...

    Porto Alegre está encolhendo ... segue o texto de Claudia Laitano....

    O Segundo Caderno de hoje publica uma reportagem sobre o fechamento da Sala Norberto Lubisco, da Casa de Cultura Mario Quintana. Na mesma

    edição, a colunista Rosane Oliveira dá o furo do dia na área de Cultura: a secretária Monica Leal pediu a exoneração do historiador Voltaire Schilling,

    que até então dirigia o Memorial do Rio Grande do Sul. Por que a Sala Norberto Lubisco fechou?

    Por que a administração do Memorial estava desagradando a secretária? Essas deveriam ser as questões em pauta, mas não são, porque, na verdade, pouca gente vai à Sala Norberto Lubisco ou ao Memorial. Esses como outros centros culturais ligados à administração pública estadual já estavam em marcha lenta quase parando há muito tempo: a sala de cinema sem uma programação realmente alternativa, e o Memorial

    porque até hoje ninguém soube bem o que fazer com ele (ou dentro dele). Podemos colocar a culpa na Sedac, no fato de a secretária Monica Leal não ter intimidade com a Cultura ou na constatação óbvia de que o atual governo do Estado não considera a área cultural um assunto realmente relevante, mas é preciso levar em conta que boa parte da culpa desse marasmo é de todos nós que vamos ao cinema e frequentamos (ou gostaríamos de frequentar) centros culturais. Minha sensação é de que Porto Alegre está “se apequenando”, se conformando com o marasmo da cena cultural como um todo, com poucos cinemas com programação fora do mainstream, com poucos centros culturais atuantes, com pouca ou nenhuma política cultural pública. A cidade está encolhendo, e nós com ela. E a área cultural é o melhor indicador desse fenômeno.


    sexta-feira, 16 de outubro de 2009

    Musicircus



    Musicircus
    Dia 17 de outubro
    Cais do Porto – Armazém A7



    A 7 ª Bienal do Mercosul convida artistas de todas as disciplinas para participar da performance Musicircus, criada por John Cage e realizada pela primeira vez em 1967, na Universidade de Illinois. O evento vai reunir músicos, artistas sonoros, atores, intérpretes, poetas, artistas plásticos e muitos outros, num evento de pura imagem e som.

    Musicircus reúne muitos dos principais conceitos de Cage. Sua primeira edição foi realizada com uma seleção de músicos, artistas, compositores, bailarinos e poetas em um grande espaço, onde a audiência tinha a liberdade de circular livremente. Um espaço repleto de luz, projeções de imagem e som, complementado por bebidas e petiscos, como em um circo. A intenção de Cage foi criar uma situação em que tanto a criação artística quanto a experiência do público pudessem ser compartilhadas, sem ditar uma estética única ou superior as demais. Sua principal preocupação foi demonstrar, num contexto real de espetáculo, que tanto a produção quanto a experiência da música devem ser processos colaborativos e inteiramente democráticos, que não podem ser regidos por um ego dominante. O resultado foi um ambiente de improvisação simultânea tanto de intérpretes quanto de público, onde cada indivíduo presente possuía autonomia, dentro de uma composição global de múltiplos estímulos.

    Por outro lado, Musicircus é também um exemplo de como Cage estimulava a recreação, tendo sido sua esperança que este evento (entre outros) pudesse ser realizado em qualquer tempo ou lugar, sem a sua presença, mas apenas seguindo o princípio básico que ficou estabelecido durante a primeira manifestação; neste caso, em 1967. Desde então, essa performance foi realizada inúmeras vezes - em San Francisco, Chicago, Melbourne, e Londres, entre outras cidades - tanto antes como depois da morte de Cage. É em sintonia com estas idéias que a 7ª Bienal do Mercosul realizará Musicircus no Cais do Porto, em Porto Alegre, no dia 17 de Outubro de 2009. A realização deste Musicircus será possível graças ao inestimável aconselhamento e orientação de Laura Kuhn, diretora executiva da John Cage Trust, em Nova York.

    A participação é espontânea e a 7ª Bienal do Mercosul não irá remunerar os artistas interessados, nem mesmo cobrirá despesas de viagem/ transporte. Após o período de inscrições, um calendário do evento será criado ao acaso, sob a orientação do I Ching. Os artistas selecionados serão informados com antecedência sobre quais obras serão executadas, bem como sobre sua localização para cada performance, e seu tempo de participação no evento. A inscrição é aberta a todos os artistas com base em Porto Alegre, bem como aqueles de diversos países e origens que participam na 7 ª Bienal Mercosul. Também é aberta a seguidores de John Cage, interessados em sua vida e de trabalho, onde quer que estejam.

    Núcleo 5
    17:00 – Bailarinos que dizem Ni – Adernove – dança contemporânea
    17:30 – Paulo Vega Jr. – Sinta o espaço – Performance
    17:52 – Carlos Pinto – Máquina do Tempo – Performance, dança, teatro
    18:24 – Fernanda Bec e Laura Bortolazza – Peso – artes visuais
    18:52 – Analivia Cordeiro – Strep Tease ao acaso – dança moderna contemporânea
    19:40 – Mariana Konrad – Palavras entre atas – performance artística


    Núcleo 8
    17:00 – Mariana Konrad – Está Precisando de Alguma Coisa? – performance artística
    17:28 – Patrícia Soso – O chamado – performance artística corporal
    17:54 – Contraqueda – Estado de Espera – circo urbano
    18:16 – Carlos Pinto – Hip Hop – dança hip hop
    19:26 – Grupo Mantra – A Dança Sagrada e a Música do Coração – arte indiana – música e dança

    domingo, 4 de outubro de 2009

    JANINE ANTONI

    assisti a uma palestra Pré-bienal no Santander Cultural, proferida por Estêvão Haeser e Jorge Bucksdriker falando sobre a Mostra Ficções do Invisível que trará a artista cujo vídeo posto abaixo:

    vai ser legal...